sábado, 21 de março de 2015

Educação é o caminho para promover a inclusão e combater a discriminação racial                  

Interação com crianças das classes normais ajuda no desenvolvimento de Ylan Mateus (direita), de 6 anos (Foto: Isabelle Araújo)
 Com metade de sua população formada por negros – cerca de 100 milhões de pessoas – o Brasil investe em leis para combater a discriminação e promover a inclusão. Graças aos efeitos de leis como a de cotas raciais, o país pode comemorar o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e comemorado em 21 de março.
   Para o diretor de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais do MEC, Thiago Thobias, a educação é o caminho. “Temos a formação de professores pela lei de relações étnicas e raciais, e distribuição de material didático para as escolas. Além disso, há um processo de inclusão desses jovens no ensino superior”, explica.
   Esse processo de democratização, além de um processo de inclusão, é um processo de convivência. “A convivência é um dos melhores remédios para combater a discriminação e o racismo”, completa.
Um exemplo desse processo de inclusão que vem acontecendo no Brasil é o caso da jornalista Tamara Miranda Vieira, que cursou comunicação social na Universidade de Brasília (UnB). Moradora de Samambaia, no Distrito Federal, entrou na universidade por meio da lei de cotas raciais. “Hoje, dentro da UnB, tem muito mais negros do que há 10, 20 anos atrás. Agora, eu posso falar para minhas sobrinhas: vocês podem entrar na UnB, porque a UnB também é lugar de gente negra.”
Além das vagas ofertadas pela lei de cotas nas universidades públicas, os programas do Governo Federal também têm registrado uma grande participação em programas. Somente na edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014, mais de 58,85% dos inscritos se declararam negros, enquanto que o Programa Universidade para Todos (Pro Uni) tem representatividade de 51,73%, por exemplo.


Minha Opinião: Realmente a educação é o melhor caminho para reduzir a discriminação e promover a inclusão. Através de políticas como a de cotas raciais e o Pró-uni torna-se possível a convivência entre as diferenças existentes na sociedade Brasileira. Com esta convivência podemos sanar preconceitos promovendo a empatia, aceitação e respeito mútuo entre os diversos grupos étnicos e sociais. Contudo esses programas tratam única e exclusivamente do processo de inserção dos indivíduos nas instituições de ensino, já a sua permanência continua complexa, pois o aluno que sempre estudou em escolas públicas com a qualidade atual fornecida certamente sentirá grandes dificuldades ao entrar em uma instituição superior de qualidade. Precisamos sim promover a inclusão, porém melhorando a qualidade do ensino básico.

Fonte: http://goo.gl/p7tcMV

Um comentário:

Profª Fernanda disse...

Adriana,

Que bom ver que você tem ampliado a visão sobre o direito à educação. Falaremos um pouco sobre as políticas de cotas raciais nas nossas próximas aulas e vai ser muito bom contar com suas reflexões no nosso debate.

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